Hoje, 28 de agosto, celebramos a memória de um dos maiores gigantes que já caminharam sobre a terra: Santo Agostinho, Bispo de Hipona e Doutor da Igreja. Como estudante de filosofia e observador atento das inquietações humanas, frequentemente me pego voltando aos textos agostinianos. Não apenas pela genialidade retórica, mas porque Agostinho dissecou, como poucos na história do pensamento, a anatomia da nossa alma.
Ao meditar sobre o Evangelho das Dez Virgens (Mt 25, 1-13) à luz da patrística, deparamo-nos com uma imagem assustadora e ao mesmo tempo libertadora. O que separou as virgens prudentes das insensatas não foi a virgindade moral, nem as boas obras visíveis (a lâmpada), e muito menos a inevitabilidade da morte (o sono que atingiu a todas). A diferença estava em um detalhe invisível, oculto no interior da bagagem: o azeite.
