sábado, 2 de setembro de 2023
Santo Agostinho e a Busca por Sabedoria na Era da Automação: Uma Conversa Sobre Ganhar Dinheiro com IA
sexta-feira, 1 de setembro de 2023
A Visão Tomista sobre a Inteligência Artificial à Luz dos Sete Pecados Capitais
quarta-feira, 30 de agosto de 2023
O Espírito Tomista e a Busca pela Verdade
O Espírito Tomista e a Busca pela Verdade
O legado de Santo Tomás de Aquino, frequentemente reverenciado como o “Doutor Angélico”, continua a inspirar e moldar o pensamento de muitos que buscam uma compreensão mais profunda da fé cristã e da relação entre a razão e a fé. Fr. Santiago Ramírez, O. P., um mestre da Ordem Dominicana, desempenha um papel fundamental ao ostentar o título de Mestre da Ordem e ao incitar o rejuvenescimento do tomismo neste centenário da morte de Santo Tomás.
Este centenário não deve ser apenas uma comemoração vazia, mas uma oportunidade para refletir sobre o verdadeiro espírito de Santo Tomás e seu significado contínuo para os católicos, especialmente na Espanha. Como destacou Leão XIII, os espanhóis são aqueles que mantêm viva a memória do Doutor Angélico e seguem sua filosofia e método de pensamento tomista ao longo do tempo.
Santo Tomás de Aquino não era apenas um intelectualista seco, mas também um homem de profunda espiritualidade. Sua oração estava intrinsecamente ligada ao seu estudo, e sua sabedoria estava enraizada em sua santidade. Ele personificou a união perfeita entre razão e fé, Filosofia e Teologia, e seu espírito equilibrado reflete essa harmonia.
A essência de ser um verdadeiro tomista envolve adotar o espírito de Santo Tomás, compreendendo e vivendo sua filosofia e teologia de maneira profunda e abrangente. Um verdadeiro tomista não apenas recorre às obras de Santo Tomás esporadicamente, mas busca uma compreensão constante e aprofundada de suas ideias e princípios.
O caminho do tomismo também requer uma familiaridade com as Escrituras, os Padres da Igreja e a tradição teológica. Dominar a Filosofia antiga e moderna é crucial para impugnar erros e delinear os limites entre fé e razão. O tomista verdadeiro trabalha para não apenas entender Santo Tomás, mas também expandir seu pensamento através de comentários e análises que ressoem com os desafios contemporâneos.
Entretanto, ser um tomista verdadeiro não significa apenas imitar cegamente, mas sim digerir, compreender e adaptar as ideias de Santo Tomás à luz das necessidades e questionamentos atuais. Assim como ele construiu sua síntese filosófica e teológica com base nas contribuições da tradição, os tomistas de hoje devem também incorporar novas perspectivas, desde que estejam em harmonia com os princípios fundamentais da fé.
A busca pelo conhecimento tomista exige um equilíbrio entre humildade e rigor intelectual. Os tomistas não devem se contentar com superficialidades, mas também não devem se afastar do estudo minucioso por medo de desvios. O processo de ser um tomista genuíno envolve a limpeza das ideias, separando o essencial do superficial e adaptando o pensamento de Santo Tomás de maneira responsável às realidades do presente.
Enquanto o ideal de se tornar um tomista perfeito pode parecer inatingível, a busca pela profundidade na compreensão e aplicação do pensamento de Santo Tomás é uma jornada valiosa. Através do estudo dedicado, da reflexão cuidadosa e da aplicação responsável, os tomistas modernos podem contribuir para o contínuo crescimento e desenvolvimento do tomismo, mantendo vivo o espírito do Doutor Angélico em nossa busca pela verdade e sabedoria.
terça-feira, 29 de agosto de 2023
O Bard, a nova IA do Google
O Bard é uma nova ferramenta de inteligência artificial (IA) do Google, lançada em março de 2023. Ele é baseado no modelo de linguagem PaLM 2, um dos maiores e mais poderosos modelos de linguagem já criados.
O Bard é capaz de realizar uma variedade de tarefas, incluindo:
- Gerar texto, traduzir idiomas, escrever diferentes tipos de conteúdo criativo e responder às suas perguntas de forma informativa.
- Colaborar com você em projetos, ajudando-o a gerar ideias, organizar informações e concluir tarefas.
- Aprender com você e melhorar suas habilidades ao longo do tempo.
O Bard ainda está em desenvolvimento, mas já aprendeu a realizar muitos tipos de tarefas. Ele pode ser usado para uma variedade de propósitos, incluindo:
- Educação: O Bard pode ser usado para ajudar os alunos a aprender novos conceitos e completar tarefas de forma independente.
- Negócios: O Bard pode ser usado para ajudar as empresas a gerar conteúdo criativo, traduzir idiomas e automatizar tarefas.
- Criatividade: O Bard pode ser usado para ajudar as pessoas a gerar ideias, escrever histórias e criar outras formas de arte.
Para usar o Bard, você pode acessar o site do Google Bard ou usar o aplicativo Google Chat. O Bard está disponível em português e em outras 39 línguas.
Aqui estão alguns exemplos do que o Bard pode fazer:
- Gerar texto: O Bard pode gerar texto em uma variedade de estilos, incluindo ficção, não-ficção, poesia e código.
- Traduzir idiomas: O Bard pode traduzir entre mais de 100 idiomas.
- Escrever diferentes tipos de conteúdo criativo: O Bard pode escrever diferentes tipos de conteúdo criativo, como poemas, histórias, roteiros, peças musicais, e-mails, cartas, etc.
- Responder às suas perguntas de forma informativa: O Bard pode responder às suas perguntas de forma informativa, mesmo que sejam abertas, desafiadoras ou estranhas.
- Colaborar com você em projetos: O Bard pode colaborar com você em projetos, ajudando-o a gerar ideias, organizar informações e concluir tarefas.
O Bard é uma ferramenta poderosa que tem o potencial de transformar a forma como interagimos com a tecnologia. À medida que o Bard continua a aprender e melhorar, ele se tornará ainda mais útil e versátil.
Tomismo e Inteligência Artificial: Explorando a Interseção entre a Filosofia Cristã e a Tecnologia Moderna
Na busca incessante pelo entendimento do mundo que nos cerca, a filosofia e a tecnologia muitas vezes caminham lado a lado, e um exemplo notável dessa interseção é o diálogo entre o tomismo, uma filosofia cristã profundamente enraizada, e a inteligência artificial (IA), uma manifestação moderna da capacidade humana de criar. Neste artigo, mergulharemos na essência do tomismo e examinaremos como seus princípios podem se relacionar com a IA, enquanto exploramos também as implicações éticas e filosóficas que emergem desse encontro.
I. Tomismo: Uma Breve Visão Geral
O tomismo é uma filosofia que se baseia nas obras do teólogo e filósofo cristão medieval, Tomás de Aquino. Ele buscou harmonizar a fé cristã com a razão filosófica, argumentando que a razão e a fé não eram incompatíveis, mas sim complementares. A filosofia tomista valoriza o uso da razão para compreender a natureza, Deus e a moralidade.
II. Inteligência Artificial: Uma Janela para o Futuro
A Inteligência Artificial é um campo da ciência da computação que busca criar máquinas capazes de realizar tarefas que, normalmente, requerem inteligência humana. Desde algoritmos de aprendizado de máquina até redes neurais profundas, a IA tem conquistado avanços significativos nas últimas décadas, levando-nos a questionar os limites da criação humana.
III. Pontos de Convergência
A primeira conexão notável entre o tomismo e a IA reside na capacidade humana de criar. Assim como Deus é considerado o criador do universo na perspectiva tomista, os seres humanos, à semelhança de Deus, têm a capacidade de criar sistemas complexos de IA. No entanto, a filosofia tomista nos lembra da importância de usar essa criatividade em harmonia com princípios morais e éticos.
Além disso, o tomismo enfatiza a importância da alma e da natureza humana. A IA levanta questões intrigantes sobre a natureza da consciência, da mente e da alma. Os tomistas argumentam que a alma humana é a fonte da razão e da moralidade, enquanto a IA desafia essa premissa ao simular inteligência sem possuir uma alma. Isso nos leva a ponderar se a IA pode, de fato, alcançar uma compreensão moral semelhante à humana.
IV. Implicações Éticas e Filosóficas
A interação entre o tomismo e a IA também suscita questões éticas profundas. A criação de máquinas inteligentes levanta preocupações sobre o livre-arbítrio, a responsabilidade e o controle humano. Os tomistas argumentariam que, mesmo em um mundo cada vez mais impregnado de tecnologia, os seres humanos não devem se afastar de sua capacidade de tomar decisões conscientes e morais.
Além disso, a IA pode amplificar desigualdades sociais, levantando preocupações sobre a dignidade humana e a justiça social. Aqui, o tomismo novamente entra em jogo, enfatizando a importância de tratar todos os seres humanos com dignidade e respeito, independentemente de suas habilidades ou origens.
Conclusão
A interseção entre o tomismo e a Inteligência Artificial oferece uma rica oportunidade de reflexão sobre o papel da tecnologia na sociedade e na moralidade. A filosofia tomista nos lembra que, enquanto buscamos desvendar os mistérios do universo e criar maravilhas tecnológicas, devemos fazê-lo com uma base sólida de princípios morais e éticos. A IA nos desafia a questionar o que significa ser humano e como nossa criatividade pode moldar o futuro. Ao fundir esses dois domínios, somos lembrados da complexidade e profundidade tanto da filosofia cristã quanto da tecnologia moderna.
terça-feira, 23 de agosto de 2022
A vingança pertence ao Eterno
O indivíduo sábio demonstra a capacidade de reconhecer aqueles que o prejudicaram, mas não busca vingança. Em vez disso, ele confia a situação à Theosis, entregando-a nas mãos do Dominus Deus Sabaoth. Isso ocorre porque a justiça divina preconiza que o correto é retribuir aos outros de acordo com os preceitos divinos.
Dessa forma, o sábio observa como o ímpio, mesmo sem estar ciente de que o sábio tem conhecimento de sua transgressão, enfrenta as consequências de seus atos, uma vez que a prerrogativa de vingança reside com Iahweh.
É importante ressaltar que o verdadeiro seguidor cristão opta sempre por responder ao mal com o bem, pois esta é a vontade do Eterno.
Que a misericórdia divina esteja conosco! 🙏🏻
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
Ano Novo do Calendário Católico!
Que alegria celebrar a virada do ano pelo Calendário Gregoriano, uma dádiva do Papa Gregório XIII em 1582, através da bula Inter Gravíssimas! Peço desculpas pela empolgação, mas é impossível não se sentir envolvido pelo catolicismo.
E amanhã, um feriado que devemos agradecer à Igreja, a instituição fundada por Cristo conforme São Mateus 16, 18-19. Não há como escapar, a presença da Igreja Católica é notável em todas as direções. Até mesmo o nome oficial desta cidade é Santa Maria de Belém do Grão-Pará, um testemunho da fé arraigada. Aceitar essa realidade é uma escolha sensata e enriquecedora.
E falando sobre o Te Deum, quem entoar hoje essa bela prece no último dia do calendário católico, estará agraciado com indulgências. Uma oportunidade espiritual que não podemos deixar passar.
quinta-feira, 12 de agosto de 2021
A Comunhão Espiritual
terça-feira, 10 de agosto de 2021
À procura da vida interior
A contemplação direta de Deus transcende os limites inerentes às capacidades naturais de toda inteligência criada, seja ela celestial ou humana. Embora uma mente criada possa, por meio de sua faculdade inata, alcançar o conhecimento de Deus ao perceber o reflexo de Suas perfeições na harmonia do mundo criado, ela não pode, por sua própria natureza, contemplar a Divindade em Sua plenitude, tal como Deus Se percebe.
Tanto os anjos como as almas humanas só são habilitados a adquirir uma compreensão sobrenatural de Deus e nutrir um amor transcendental por Ele quando são agraciados com a infusão divina da graça habitual, um enxerto que resulta na participação da natureza divina e na íntima união com a vida de Deus. É somente através dessa graça, concedida como um presente gratuito e depositada na essência de nossa alma, que esta se torna fundamentalmente apta a exercer operações essencialmente divinas. Isso implica a habilidade de contemplar Deus diretamente em Sua realidade mais profunda, assim como Ele Se contempla, e de amá-Lo da mesma maneira que Ele ama a Si mesmo.
segunda-feira, 9 de agosto de 2021
É permitido a um homem casado servir no altar?
A Percepção Direta de Deus e a Jornada da Vida Interior
segunda-feira, 12 de julho de 2021
Essa funcionalidade nova do WhatsApp é excelente!
sexta-feira, 9 de julho de 2021
Como Ganhar Dinheiro Com YouTube
E aí galera, quais são as novidades?
Olha aí as minhas: a partir de hoje, começarei uma série de postagens ensinando como criar e monetizar um canal no YouTube — do zero ao profissional.
Já salva o blog aí nos seus favoritos e, não perca nenhuma postagem. Logo mais postarei a primeira aula. Inscreva-se no meu canal: youtube.com/FrankMatos. Desde já agradeço a todos,
Frank Matos
quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
A oração de Nosso Senhor no Horto das Oliveiras
No capítulo 26 do Evangelho de Mateus, encontramos uma passagem profundamente significativa da vida de Cristo. Ao se adiantar um pouco e prostrar-se com o rosto por terra, Ele nos revela três condições cruciais para uma oração sincera e profunda:
1. Solicitude: Cristo se afastou levemente, escolhendo um momento íntimo para orar. Esse ato nos recorda as palavras: “Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo” (Mateus 6, 6). Ele não se distanciou muito para que pudesse estar acessível a todos aqueles que o invocassem. Esse gesto também serviu como um ensinamento sobre a importância da privacidade na oração.
2. Humildade: A prostração de Cristo com o rosto por terra é um exemplo supremo de humildade. Ao fazer isso, Ele demonstrou que a humildade é essencial na oração. Isso se relaciona ao momento em que Pedro afirmou que nunca o negaria, e aqui Cristo prostrou-se para mostrar a necessidade de confiar em Deus, não em nossas próprias forças.
3. Devoção: Ao dirigir-se a Deus como “Meu Pai”, Cristo revela a natureza íntima de sua relação com o Pai. Ele é o Filho de Deus por excelência, enquanto nós, pela graça da adoção, também nos tornamos filhos de Deus. Isso ressalta a importância da devoção e do relacionamento pessoal na oração.
No versículo seguinte, Cristo faz uma prece reveladora: “Se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que Tu queres” (Mateus 26, 39). Aqui, Ele nos ensina importantes lições sobre a natureza da oração e da vontade:
1. Natureza humana: Cristo, ao expressar Seu desejo de evitar o sofrimento iminente, demonstra que Ele assumiu uma natureza verdadeiramente humana, incluindo todas as inclinações naturais e sentimentos.
2. Harmonia entre vontades: Ele também nos mostra que é humano querer algo que Deus não deseja. Isso destaca a tensão entre a vontade humana e a vontade divina. No entanto, Cristo exemplifica a importância de alinhar nossos desejos com a vontade de Deus.
3. Submissão à vontade divina: Ao declarar “Não se faça o que eu quero, mas sim o que Tu queres”, Cristo submete Sua própria vontade à vontade do Pai. Esse ato de submissão reflete a profunda harmonia e obediência entre as duas naturezas de Cristo.
Em conclusão, Cristo nos fornece um modelo de oração e submissão que abrange solicitude, humildade e devoção. Sua prece revela a complexidade da vontade humana e a importância de alinhá-la à vontade divina. Ao seguir esse exemplo, podemos aprender a orar com corações sinceros e a viver em conformidade com a vontade de Deus.
sábado, 21 de março de 2020
A Missão na Vinha do Senhor
Em um relato que traz profundas lições, encontramos nas palavras de Cristo um convite à ação, à recompensa justa e à jornada espiritual. No Evangelho de Mateus (20, 3), lemos: “Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada. Disse-lhes Ele: Ide também vós para vinha e vos darei o justo salário.”
Dentro dessas palavras, podemos discernir quatro aspectos de significado:
1. A Generosidade do Salvador: A atitude de Cristo em sair é um reflexo da infinita bondade que visa salvar Seu povo. A comparação de Cristo saindo para conduzir os homens à “vinha da justiça” é uma demonstração inigualável de Sua misericórdia. A primeira vez que Ele “sai” é como o semeador, espalhando Suas criaturas no início do mundo. Ele também “sai” para iluminar o mundo com Sua justiça, durante Sua vida ativa. Em Sua Paixão, Ele sai para libertar Seus filhos do domínio do mal. Ele age como o pai de família, cuidando de seus filhos e, por fim, como juiz, para conduzir o julgamento justo.
2. A Futilidade da Ociosidade: Nada é mais insensato do que desperdiçar a vida terrena na ociosidade, especialmente quando é nosso dever trabalhar para garantir a vida eterna. A imagem dos homens ociosos na praça representa a nossa vida cotidiana, cheia de afazeres e oportunidades. Essa vida é comparada à praça, onde se negociam bens e conhecimentos, bem como as perspectivas da graça divina. Aqueles que negligenciam suas vidas, seja por pecado ou inação, estão se privando do verdadeiro propósito da existência.
3. A Chamada para a Jornada Espiritual: O convite de Cristo para “ide também vós para vinha” é um apelo à nossa responsabilidade de trabalhar na vinha da bem-aventurança. Essa vinha é uma metáfora da vida virtuosa, onde devemos plantar boas ações, erradicar os vícios, podar os excessos, afastar influências negativas e proteger nossa alma de ameaças externas. Essa jornada é um esforço constante para crescer em virtude e se tornar mais semelhante a Deus.
4. O Valor do Trabalho Espiritual: O “justo salário” que Cristo promete aos trabalhadores na vinha é simbolizado pelo denário, que é mais valioso do que mil ciclos de prata. Isso nos recorda do valor incomensurável das recompensas celestiais. O denário representa as alegrias eternas, que superam qualquer riqueza terrena. O texto bíblico deixa claro que nossos esforços e trabalhos espirituais não são em vão, mas resultam em uma recompensa que transcende nossa compreensão.
Nessa narrativa, encontramos lições de generosidade divina, a importância de não desperdiçar o tempo e as oportunidades que Deus nos concede, o chamado para uma vida de virtude e o valor inestimável das recompensas celestiais. Que essas palavras ressoem em nossos corações, inspirando-nos a empreender a jornada espiritual na vinha do Senhor. Como nos lembra São Tomás de Aquino em seus sermões, essa parábola continua a nos guiar em nossa busca pela verdade e pela justiça.
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Não vos iludais; de Deus não se zomba!
É notável a observação sobre como as escolhas do ímpio podem levá-lo à cegueira espiritual, fazendo-o tropeçar em armadilhas que resultam em quedas profundas e duradouras. O mundo, muitas vezes apreciado por aqueles que o ignoram, pode iludir com suas promessas de prosperidade material, ocultando as verdadeiras consequências do pecado.
De fato, as manchas indeléveis deixadas na alma pelo pecado são o verdadeiro prejuízo. É intrigante considerar como escolhas que parecem benéficas, mas que contrariam a vontade divina, podem levar a consequências tão danosas. A analogia com o iceberg é profunda; a arrogância humana pode ser comparada à confiança excessiva no navio Titanic, resultando em uma colisão dolorosa com a realidade.
Thomas Andrews e Alexander Carlisle, exemplos de confiança desmedida, demonstram a importância de não menosprezar a sabedoria divina. A reflexão sobre o livre-arbítrio humano é crucial: Deus permite a liberdade de escolha, mas as ações têm consequências. A ideia de que o Criador não deseja a condenação de ninguém, mas busca a reconciliação e a redenção, é um lembrete poderoso de Sua misericórdia.
A noção de que a escolha errada pode acarretar consequências na vida presente, trazendo consigo a oportunidade de purificação e perdão, é uma visão intrigante. O temor respeitoso por Deus é evidente, e as referências bíblicas enfatizam a importância da escolha certa para evitar a condenação eterna.
A chamada à razão e à fé verdadeira ao fazer escolhas é crucial. O exemplo de não zombar de Deus e a compreensão de que o Criador ama as brincadeiras inocentes reforçam a importância do respeito por Sua vontade. A advertência sobre colher o que se semeia é um lembrete oportuno de que a justiça divina é inevitável.
O contraste entre o deus materialista “Mamon” e a busca pela riqueza espiritual é marcante. Afinal, o que adianta ganhar o mundo material e perder a alma? A lembrança das palavras de Jesus sobre o valor da vida eterna em comparação com os tesouros terrenos é um apelo à reflexão profunda.
A parábola do Rico Insensato destaca a inutilidade de acumular bens materiais sem considerar a eternidade. O pedido de uma escolha consciente e a exortação a escolher a vida ressoam fortemente, lembrando-nos da responsabilidade individual.
Encerro esta reflexão em oração, unindo-me a você:
Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de Vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que me separe de Vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Que a paz de Cristo esteja sempre conosco, guiando nossas escolhas e nossos corações.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Santo Tomás de Aquino — A Oração para os Estudos e a Busca pela Sabedoria Divina
sábado, 22 de abril de 2017
A Profunda Sabedoria da Amizade segundo São Tomás de Aquino
A amizade é um tesouro raro e profundo, uma ligação que transcende o tempo e a distância, enraizada no compartilhamento de valores e objetivos. O filósofo e teólogo São Tomás de Aquino capturou a essência dessa relação em sua máxima: “Idem velle, idem nolle” — querer as mesmas coisas e rejeitar as mesmas coisas. Nesta reflexão, exploraremos a riqueza dessa definição de amizade, destacando como ela se alinha com os princípios tomistas e a busca pela verdade.
São Tomás de Aquino, um dos maiores expoentes da filosofia e teologia cristã, entendia que a verdadeira amizade é forjada nas chamas da afinidade. Amigos genuínos não apenas compartilham alegrias e sucessos, mas também abraçam as dificuldades e desafios comuns. E o cerne dessa ligação reside na harmonia de vontades e rejeições mútuas. Quem compartilha valores, sonhos e ideais semelhantes encontra um terreno fértil para o florescimento da amizade duradoura.
É interessante notar que essa definição não se limita apenas ao âmbito humano. A própria relação entre Deus e o homem pode ser interpretada através desse prisma. Ao desejar a mesma verdade e rejeitar as mesmas falsidades, a alma humana encontra proximidade com o Divino. A busca pela verdade e pela virtude, pilares da filosofia tomista, cria uma base sólida para uma amizade profunda com Deus e, consequentemente, com os semelhantes que compartilham desses anseios.
O pensamento de São Tomás de Aquino também ecoa nas palavras de Olavo de Carvalho, que enfatiza a importância de escolher cuidadosamente as amizades. Ele nos lembra que não devemos nos contentar com relacionamentos mediocrizantes, que apenas nos rebaixam. Ao invés disso, devemos procurar companheiros que nos inspirem a crescer em nossa busca por sabedoria e verdade. Aqueles que não compartilham nossos ideais não são necessariamente inimigos, mas podem ser vistos como oportunidades para exercitar a caridade e a paciência, buscando orientá-los em direção à luz da compreensão.
No âmbito do cristianismo, a noção de amizade também se entrelaça com o conceito de caridade. Amar o próximo como a si mesmo é uma expressão máxima dessa ligação entre pessoas que compartilham o mesmo querer e o mesmo não querer. A caridade nos impele a enxergar além das diferenças superficiais e a buscar a união de almas que desejam o bem comum.
Em conclusão, a definição de amizade segundo São Tomás de Aquino ressoa como um farol na jornada da vida. Ela nos orienta a escolher nossas amizades com sabedoria, buscando aqueles que compartilham nossa busca por valores e verdades profundas. Essa concepção transcende a mera camaradagem, adentrando os reinos da espiritualidade e do divino. Ao seguir esse princípio, encontramos um caminho iluminado para cultivar relações que nos elevam, nos enriquecem e nos conduzem em direção à verdadeira plenitude.
Que a paz de Cristo guie cada um de nós nessa jornada de amizade e busca pela verdade.
sábado, 1 de abril de 2017
A Filosofia e Teologia de Santo Tomás de Aquino: Uma Jornada pela Sabedoria Divina
Santo Tomás de Aquino, conhecido como o Doutor Angélico, Doutor Comum e Doutor Universal, é indubitavelmente um dos maiores teólogos da Igreja Católica Apostólica Romana. Sua sabedoria filosófica muitas vezes é ofuscada por sua excelência teológica, mas suas contribuições à filosofia não devem ser subestimadas. As XXIV Teses Tomistas revelam sua autêntica filosofia e marcam o nascimento da “filosofia aristotélico-tomista”. Tomás de Aquino, embora baseado nas trilhas de Aristóteles, reformulou com discernimento os ensinamentos do filósofo grego, arquitetando sua própria filosofia.
A base da filosofia tomista reside na realidade das coisas, não em meras abstrações, e constrói um sistema coordenado de teses a partir da percepção sensível do mundo. O Papa Leão XIII, em sua encíclica “Aeterni Patris”, ressalta que Tomás de Aquino encontrou conclusões filosóficas nas razões fundamentais das coisas, que abrangem vastas verdades e foram desenvolvidas ao longo do tempo por mestres subsequentes.
A filosofia tomista se desenvolve a partir da percepção das coisas para alcançar as explicações últimas. Tomás de Aquino parte das percepções mais primitivas e alcança a certeza do Supremo Criador através de cinco vias. A existência do Deus é inferida a partir do movimento, da causalidade, da contingência, das perfeições e da ordem do mundo. A filosofia tomista não entra em conflito com a fé; ao contrário, demonstra a harmonia entre fé e razão.
Santo Tomás afirmava que a verdade pertence a todos e que “toda verdade, dita por quem quer que seja, vem do ESPÍRITO SANTO”. Sua filosofia é uma proclamação do Ser, uma celebração da existência, e esta filosofia foi adotada pela Igreja. Três Papas declararam que “A Igreja fez sua, a doutrina de Santo Tomás de Aquino”.
Santo Tomás não construiu sua filosofia isoladamente; ele assimilou as contribuições de vários pensadores, desde Platão e Aristóteles até os Padres da Igreja e a metafísica implícita na Revelação. Ele uniu essa herança à sua própria contribuição, formulando sua admirável Filosofia Tomista, condensada nas XXIV Teses.
Sua obra "O Ente e a Essência" explora questões metafísicas, a relação entre sensação e concepção, e a capacidade humana de distinguir certo e errado. Tomás de Aquino rejeitou a visão de que a alma possui conhecimento inato, enfatizando que o conhecimento é extraído dos sentidos e da experiência.
Na "Suma contra os Gentios", ele expõe a religião católica e identifica a verdade que ela contém. A relação entre ciência e fé, filosofia e teologia é discutida em sua obra-prima, a "Suma Teológica". Ele argumenta pela existência de Deus a partir dos efeitos observáveis no mundo, formulando cinco vias lógicas.
A filosofia de Tomás de Aquino também abrange a natureza humana, a relação entre corpo e alma, o conhecimento e o desejo. Ele afirma que o homem busca a felicidade na contemplação da Verdade e na obediência à vontade Divina.
Em conclusão, a filosofia e teologia de Santo Tomás de Aquino são um testemunho da busca humana pela sabedoria divina. Suas contribuições filosóficas não devem ser subestimadas, pois elas fornecem uma base sólida para a compreensão da relação entre fé e razão, a existência de Deus e a natureza do homem. Seu legado continua a influenciar e inspirar pensadores e fiéis em todo o mundo.
sábado, 28 de janeiro de 2017
O Legado Inabalável de Santo Tomás de Aquino na Teologia Católica
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